sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Jovem + Velocidade = Acidente

Umas das coisas que falo muito na sala de aula do CFC é sobre a postura de alguns jovens, quando eles começam a se preocupar em tirar a carta já associam dirigir com velocidade. Talvez um dos grandes erros que eles cometem e não se dão conta disso, o problema é, se estiver correndo e alguma coisa inesperada acontecer?

O que será que pode acontecer na sua frente? Um pedestre, uma animal , outro veículo ou até quem sabe pista molhada? Será que estará preparado para contornar a situação sem se envolver num acidente? A maioria acha que sim, mas o que vemos nas grandes avenidas e nas rodovias é que não estão e quando descobrem isso já é tarde.

Podemos juntar isso à falta de experiência, por que muitos saem da autoescola sem a devida preparação para essas situações adversas e na hora que precisam de calma para reagir e evitar o acidente é que percebem que não estão totalmente preparados.

O texto que vou colocar a seguir mostra um pouco do que estou falando.

MENSAGEM AO JOVEM

No dia em que morri, o sol brilhava aberto para a plena alegria de viver. Lembro-me que adulei meu pai para emprestar-me o carro. Queria dar umas voltinhas e, prometi que teria todo cuidado. Quando me emprestou a chave, só de pensar em dirigir à vontade, mal pude conter o ímpeto de, mesmo nas ruas, botar o carrão a oitenta por hora!

Saí logo pra a estrada.

Queria correr, sentir o vento fustigar-me as faces, ver 100 km por hora no velocímetro! Pisei firme no acelerador, alcancei os 90 km, ultrapassei os 100 km. Um carro na minha frente não andava e quis podá-lo, joguei para a esquerda e meti o pé. Mas não vi uma jamanta que vinha na sua mão e colidimos em cheio, de frente. Ouvi um estrondo. Pedaços de ferro e de vidro voaram. Senti meu corpo estraçalhado, mas curioso, eu não senti dor alguma. Tentei erguer-me, mas não conseguia mover nem um dedo.

Afinal cobriram-me com um lençol, puseram-me numa ambulância e levaram-me ao necrotério, “ Ei, tirem isso de cima de mim! Tirem-me desta mesa de mármore por que está vfria demais! Eu não posso estar morto! Tenho apenas 18 anos. Minha namorada me espera. Quero viver, tirem esse lençol que me incomoda, deixe-me sair daqui!”

Ninguém me ouvia. Arrumaram o melhor possível os pedaços do meu corpo e parentes vieram identificar-me. Meu pai, com o rosto lavado de lágrimas, disse realmente que era o corpo de seu filho. Minha mãe, debruçada sobre o meu peito, soluçava desesperadamente. Meu enterro foi uma experiência estranha. No velório os amigos passavam por mim, fitavam-se com tristeza e as garotas acariciavam as minhas mãos, meus cabelos e meu rosto.

“ Por favor acordem-me, tirem-me deste caixão e deixem-me sair! Tenho apenas 18 anos, com a vida toda pela frente! Quero viver, quero estudar, quero o amor de meus pais, quero namorar, competir nos esportes, sou craque de futebol e, neste ano prometo que serei o motorista mais cuidadoso do mundo! Tudo o que desejo é viver esta vida linda. Já disse, tenho apenas 18 anos e quero viver.”

(Autor Desconhecido)

Seria importante que as pessoas pensassem nisso antes, depois não adianta e nem todo mundo tem uma segunda chance.

Carlos Rufato.

3 comentários:

:: Nanda :: disse...

Que texto forte! Mas gostei.. vou copia-lo e passar por e-mail para alguns amigos que adoram correr.
beijos

Reflexo d Alma disse...

Otima reflexão.
Meu esposo foi motorista
de ambulância além
de enfermeiro
do trabalho
e sempre o vi tratar com a prevenção:todo cuidado e pouco.
Adorei.
Ja tem postagem nova la no blog.
Otimo fim de semana pra nós!
Bjins entre sonhos e delírios

Olavo disse...

È um texto forte..forte mesmo..
Se eles soubessem o quanto ficamos quando algo acontece a eles..acho que agiriam diferente.
Tambem vou copiar o texto e passar aos filhos de amigos...para que nao terminem como o meu.
Abraços